segunda-feira, 21 de março de 2016

Quem acha que nossa mídia é "imparcial", vou apresentá-lo ao papai noel em dezembro.

Estadão infla lista de apoio a Moro com repetições de nomes, por Rogério Maestri
500 juízes assinam abaixo assinado em apoio a Moro. Será mesmo 500????
Por Rogério Maestri
Parece que a política esta tirando não só o bom senso de alguns dos nossos juízes e jornais, mas também o senso do ridículo
O Estadão, publica uma notícia bombástica:
“500 colegas de Moro avisam que ‘não se curvarão a condutas anti-republicanas’” indicando a notícia um apoio maciço dos colegas de Moro aos seus atos.
Para começo de conversa na lista são apresentadas 471 assinaturas, com que faz que o autor da notícia tenha inchado um pouquinho o apoio, nada de mal para um jornal que apoia os Golpistas.
Porém este número é uma verdadeira FARSA, pois se olharmos a lista de assinaturas, que propositalmente não está por ordem alfabética veremos alguns nomes duplicados. Ainda é possível tolerar um ou dois nomes duplicados! Porém como sou engenheiro resolvi verificar quantos nomes estão duplicados, e para meu espanto o número 471 é um verdadeiro engodo, fica mais fácil contar os números que não estão duplicados.
Das 471 assinaturas somente 123 não estão duplicadas, ou seja as restantes 348 são duplicadas. Isto já começa a ser um horror, mas não basta isto. Das 348 restantes há assinaturas triplicada e quadruplicadas. Em resumo, a duplicidade (ou mais) das assinaturas no documento é aREGRA e não o ERRO.
Eu sempre soube que advogados e juízes não são muito bons em matemática e também sempre ouvi que juízes se acham deuses, mas nunca pensei que copiando o "Milagre da Multiplicação dos Pães" fazendo o "Milagre da Multiplicação das Assinaturas".
Para me resguardar de possíveis processos, aviso aos navegantes, que já fiz uma cópia da fantástica lista.
Uma contribuição à apuração
Jornal GGN – O alerta foi dado e o GGN tentou ajudar na apuração. A ideia foi buscar o magistrado em seu estado. Só por amostragem. Do Acre, dois nomes, Alex Oivane e Alex Oliveira. Os dois estão repetidos na lista do Estadão: duas vezes cada um. No Tribunal de Justiça do Acre estão listados. Alex Oliveira: o único encontrado, é Alex Freitas de Oliveira, que não aparece como juiz e sim como técnico judiciário, em Bujari e sem cargo de confiança.
Alex Oivane é juiz substituto no 3º Juizado de Rio Branco. Os dois podem ser encontrados neste link: http://www.tjac.jus.br/wp-content/uploads/2015/03/Anexo_V_MARCO_2015.htm
Abaixo a lista de magistrados conforme consta da matéria do Estadão
Juízes brasileiros em apoio ao Juiz Federal Sérgio Moro.
1 Agliberto Gomes Machado – JF Teresina/PI
2 Clecio Alves de Araujo – JF Bacabal/MA
3 Diana Maria Wanderlei da Silva – JF Brasília/DF
4 Diego Leonardo de Andrade Oliveira – JF Boa Vista/RR
5 Diego Paes Moreira – JF Avaré/SP
6 Diogo Souza Santa Cecília – JF Guanambi/BA
7 Emanuel José Matias Guerra – JF Teresina/PI
8 Erico Rodrigo Freitas Pinheiro – JF Santarem/PA
9 Felipe Bouzada Flores Viana – JF Uberlândia/MG
10 Flavio Marcondes Soares Rodrigues – 10ª JEF/AL
11 Gilberto Pimentel de M. Gomes Jr – JF Irecê/BA
12 Ilan Presser – JF Belém/PA
13 Leonardo Tavares Saraíva – JF Teresina/PI
14 Marcel Queiroz Linhares – JF Sinop/MT
15 Márcia Maria Ferreira da Silva – JF14 JEF/RJ
16 Márcio Braga Magalhães – JF Teresina/PI
17 Omar Bellotti Ferreira – JF Rendenção/PA
18 Rafael Lima Costa – JF Imperatriz/MA
19 Rodrigo Parente Paiva Bentemuller – JF Brasília/DF
20 Sandro Helano Soares Santiago – JF Teresina/PI
21 Walisson Gonçalves Cunha – JF Porto Velho/RO
22 Eduardo Santos da Rocha Penteado – JF Brasilia/DF
23 Isabela Guedes Dantas Carneiro – JF/DF
24 Antônio Henrique Corrêa da Silva 32 VF RJ
25 Fabrício Fernandes de Castro JF TR/RJ
26 Cassio Granzinoli – JF – Rio de Janeiro
27 Daniella R. Motta JF TR/RJ
28 Marcelo Carvalho Cavalcante de Oliveira – JF/PI
29 Rodrigo Gasiglia de Souza – JF Guajará-Mirim/RO
30 Luzia Farias da Silva Mendonça – JF Boa Vista/RR
31 Umberto Paulini JF/DF
32 Adonias Ribeiro de Carvalho Neto – JF/PI
33 Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre – JF Curitiba /PR
34 Mauricio da Costa Souza – JF Rio de Janeiro/RJ
35 Ricardo Beckerath da Silva Leitão – JF Porto Velho/RO
36 Elder Fernandes Luciano – JF 10 Vara Criminal – Rio de Janeiro/RJ
37 Rafael de Souza Pereira Pinto JF 1a VF/Volta Redonda
38 Fabrício Antonio Soares – JF 2ª Vara Federal de Niterói
39 Adriana Menezes de Rezende JF 4TR/RJ
40 Giovana Teixeira Brantes Calmon JF -1ª VF de Campos dos Goytacazes/RJ
41 Bruno Zanatta – JF JEF de São João de Meriti/RJ.
42 Caroline Medeiros e Silva -JF TR/RJ
43 Leonardo da Costa Couceiro – JF Niterói/RJ
44 Marianna Carvalho Bellotti JF – 15° JEF/ RJ
45 Eduardo Aidê Bueno de Camargo – JF NIteroi/RJ
46 Caroline Vieira Figueiredo – JF – Rio de Janeiro
47 Adriana Menezes de Rezende 4TR/RJ
48 Walner de Almeida Pinto JF 1a VF de Itaboraí/RJ
49 Alex Lamy de Gouvea – JF/RJ
50 Gustavo Arruda Macedo- JF 16° JEF/RJ
51 Wilson Witzel – JF 1° TR/ RJ e presidente da AJUFERJES
52 Rodrigo Pinheiro Nascimento JF – 2° TR/MA
53 Carlos Eduardo Martins – JF DF
54 Julieta Passeri TJSP
55 Natália Garcia TJSP
56 Roberta Fala Barba Filho TJPR
57 Leopoldo H de Andrade Mendes Jr. TJRJ
58 Simone de Figueiredo R Soares TJSP
59 Vitor Barbosa Valpuesta – 3° Vara Federal Criminal/RJ
60 Avio Mozar José Ferraz de Novaes- JF/ BA 12° VF
61 Derivaldo de Figueiredo Bezerra Filho- 4° VF/ PI
62 Raffaele Felice Pirro- VF Angra dos Reis/RJ
63 Mônica Lúcia do Nascimento Frias – VF Colatina/ ES
64 Rodolfo Kronemberg Hartmann – 2° JEF/ São João de Meriti/ RJ
65 Victor Roberto Corrêa de Souza- 11° JEF/ RJ
66 Priscila Correa- VF Itaperuna/ RJ
67 Wanessa C Molinaro Ferreira Serafim – JEF/ RJ
68 Bruno Anderson Santos da Silva – 3a vara DF
69 Caio Márcio Gutterres Taranto – 1a Vara de Teresópolis
70 Ubiratan Cruz Rodrigues JF Macae/RJ
80 Paulo Máximo Castro Cabacinha JF PA
81 Caio Castagine Marinho JF PA
82 Rafael de Souza Branquinho e Assis JF MT
83 Guilherme Alves dos Santos JF SS
84 Tiago Borre JF DF
85 Carlos Araújo Santos JF RJ
86 Sabrina Ferreira Alvarez de Moura Azevedo JF – 23a VF/DF
87 Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves – JF 12 a Vara/DF
88 Renato Coelho Borelli – JF 20a Vara / DF
89 Lilia Botelho Neiva JF 1 Tr Df
90 Adverci Rates Mendes de Abreu – JF 20 Vara/ DF
91 Frederico Botelho de Barros Viana -JF 4 Vara / DF
92 Lana Ligia Galati JF DF
93 Paulo César Lopes JF – 13 Vara do DF
94 Marcelo Alexandrino TRT/RJ
95 Pablo Baldivieso – JF São Raimundo Nonato JF – PI
96 Luciana Raquel tolentino de Moura JF – 7a Vara DF
97 Alexandre Machado Vasconcelos JF – DF
98 Antônio Cláudio Macedo da Silva JF – TR3 DF
99 Daniele Maranhão da Costa JF 5 Vara DF
100 Priscilla Mendonça Wagner – JF RJ
101 Celso Araújo Santos – JF RJ
102 Ana Lídia Silva Mello Monteiro – JF Tubarão/SC
103 Alexandre Vidigal JF – TR DF
104 Carlos Eduardo de Holanda Jr – JF CE
105 Erik Navarro Wolkart Itaborai – JF RS
106 Marcio Mafra JF DF
107 Ricardo Augusto Soares Leite – JF 10 Vara DF
108 Rafael Paulo Soares Pinto – JF 25 Vara DF
109 Rosimayre Goncalves de Carvalho – JF DF
110 Lana Ligia Galafi – JF DF
111 Jorge Luiz de Oliveira Silva – Justica Militar Federal
112 Therezinha Avellar – TJ/RJ
113 Karyne Chagas – TJ/RN
114 Valmir Maurici Junior – TJ/SP
115 Roberto Dala Barba Filho – TRT/PR
116 Newton Fabricio – TJ/RS
117 Ana Carolina Gomes – TRT
118 Inês Selbman – TJ/PB
119 Simone de Figueredo R. Soares
120 Edmundo Jose Lavinas Jardim – TJ/MG
121 Mario Soares Gomes – Fazenda Publica de Salvador/BA
122 Vanessa Moura Pereira – TJPB
123 Vanessa Guimaraes da Costa Vedovotto – TJMG
124 Erika Silveira de Moraes – TJSP
125 Marcos Jose Vedovotto – TJSP
126 Cynthia Maria Sabino Bezerra Camuri – TJSP
127 Jeanne Nascimento Cunha Guedes – TJDFT
128 Ester Alvea de Lima – TRT PR
129 Vitor Bezerra – TJBA
130 Paulo Meireles – TJSP
131 Wilson Soares Gama – TJRO
132 Marcelo Yukio Misaka – TJSP
133 Geilza Fátima Cavalcanti Diniz – TJDFT
134 Fernanda Franklin da Cota Ramos- TRT MA
135 Fabio Tosetto – TRT
136 Mariella Amorim Nunes
137 Fernando Ganem
138 Marcos Alves de Andrade – TJMG
139 Vanessa Christine Enade – TJSP
140 Edlamar Cerqueira – TRT BA
141 Alan Ide – TJTO
142 Ana Claudia Ribas – TRT9
143 Eloina Machado -TRT5
144 Aylzia Fabiana Borges Carrilho- TJPI
145 Sandro Antonio dos Santos – TRT9
146 Elaine Nivea de Oliveira – TJPA
147 Silvania Correa – TJAM
148 Luiz Antonio Carrer – 13 VARA CIVEL
149 Bruno Andrade de Macedo – TRTRJ
150 Mariana Bortolon Varejão- TRT15
151 Fernanda Carone Sborgia – JF SP
152 Cristina Escher – TJSP
153 Claudia Wider – TJRJ
154 Maria Izabel Daibert – TJRJ
155 Alexandre Barros – TRTMG
156 Maycon Barcelos – TJMG
157 Ivana David – TJSP
158 Soraya da Rocha Melo – TJSP
159 Patricia Almeida Gomes Bergonse – TJPR
160 Celia Vasconcelos- TJMG
161 Marcelo Marcos Cardoso – TJPR
162 Juliana Koga Guimaraes – TJSP
163 Rodrigo Ramos – TJSP
164 Roberta Sousa Alcantara Dayrell – TJMG
164 Mauro Vasni Paroski – TJPR
166 Fabio Marx Saramago Pinheiro – TJBA
167 Ria Fainberg Rosenthal – TRTSP
168 Luciana Beledeli – TJSP
169 Edir Josias Silveira Beck- TJSC
170 Patricia Bronzetti – TJPR
171 Cleni Serly Rauen Vieira – TJSC
172 Matheus Parducci – TJSP
173 Andre Edhardo Dorster Araujo -TRT2
174 Marize Winkler – JFPR
175 Ana Priscila da Cruz – TJPA
175 Roberto Jordao de Vasconcelos -TJPE
177 Godofredo de Souza Santoa – TRT5
178 Lizandra Cericato Villarroel -TJRS
179 Fernanda Yumi Furukawa Hata – TJSP
180 Katia Bizzetto – TRTSP
181 Marcos Jose Sampaio de Freitas jr – TJRN
182 Arielson Lima – TJPA
183 Gisele Monteiro – TJSP
184 Ernani Marchini – TJPR
185 Ana Lia Beall – TJSP
186 Richard Rodrigues Ambrosio – JFPR
186 Ludimila Lins Grilo – TJSP
188 Maycon Rangel Favareto – TJSC
189 Fabio Cordeiro de Lima – JFSE
190 Paulinne Simoes de Souza – TJMS
191 Paulo Meireles
192 Gabriela Maria de Oliveira Franco – TJGO
193 Rosana Buono – TRTSP
194 Thiago Bertuol de Oliveira – TJPR
195 Marcelo Assiz Ricci – TJSP
196 Denio Silva The Cardoso – JFSP
197 Mauricio Simoes de Almeida Botelho Silva – TJSP
198 André Araujo Molina – TRT23
199 Gilberto Luiz de Carvalho Franceschini – TJSP
200 Wagner Robi Gidaro – TJSP
201 Henrique Alves Correa Latarola – TJSP
202 Celso Alves de Rezende – TJSP
203 Herivelto Araujo Godoy – TJSP
204 Ricardo Sevalho Gonçalves – tjsp
205 Venilton Cavalcanti Marreira – TJSP
206 Christian Estadulho – TRTMS
207 Gleydson Ney Silva da Rocha – TRT11
208 Carina Roselino Biagi – TJSP
209 Monica Raposo da Camara do Carmo – TJAM
210 Ronie Carlos Bento de Souza – TRT18
211 Robson Candelorio – TJMS
212 Patricia Cayres Mariotti – TJSP
213 Ellen Franco – TJMS
214 Jose Geraldo P. Silva – TJSC
215 Marina Freire – TJSP
216 Flavia Poyarea Miranda – TJSP
217 Fabio Renato Mazzo – TJSP
218 Ulisses Drewanz Grabner – TJRS
219 Valeria Longobardi – TJSP
220 Placidina Pires – TJGO
221 Gabriel Leao de Oliveira – TJRJ
222 Riva Fainberg
223 Odinei Wilson Draeger – TJRN
224 Fernanda Silva Gonçalves – TJSP
225 Sheila Draxler Pereira de Souza – TJRJ
226 Alex Oivane -TJAC
227 Gabriel Pires de Campos Sormani – TJSP
228 Jolia Lucena da Rocha Melo – TRTRN
229 Luiz Henrique Vianna Silva – TJPR
230 Patricia de Almeida Madeira – TRTSP
231 Aldineia Maria Martins Barros – TJPA
232 Ruy Jander Teixeira da Rocha – TJPB
233 Carolina Arantes Conceição Nunes – TJPR
234 Maria das Graças Boness – TRT5
235 Elessandro Demetrio da Silva – TJPR
236 Rogério de Vidal Cunha – TJPR
237 Marcial Henrique Ferraz da Cruz – TJPB
238 Clara de Faria Queiroz – TJPB
239 Joao da Matta e Silva – TJDFT
240 Carina Roselino Biagi
241 Michel Curi – TJMG
242 Adriana da Silva Ribeiro – TJRS
243 Daniela Falcao Azevedo – TJPB
244 Elias Soares de Oliveira – TRT18
245 Juliana Elian Miguel – TJMG
246 Jorge Luiz de Oliveira Silva – Justica Militar Federal
247 Therezinha Avellar – TJ/RJ
248 Karyne Chagas – TJ/RN
249 Valmir Maurici Junior – TJ/SP
250 Roberto Dala Barba Filho – TRT/PR
251 Newton Fabricio – TJ/RS
252 Ana Carolina Gomes – TRT
253 Inês Selbman – TJ/PB
254 Simone de Figueredo R. Soares
255 Edmundo Jose Lavinas Jardim – TJ/MG
256 Mario Soares C Gomes – Fazenda Publica de Salvador/BA
257 Vanessa Moura Pereira – TJPB
258 Vanessa Guimaraes da Costa Vedovotto – TJMG
259 Erika Silveira de Moraes – TJSP
260 Marcos Jose Vedovotto – TJSP
261 Cynthia Maria Sabino Bezerra Camuri – TJSP
262 Jeanne Nascimento Cunha Guedes – TJDFT
263 Ester Alvea de Lima – TRT PR
264 Vitor Bezerra – TJBA
265 Paulo Meireles – TJSP
266 Wilson Soares Gama – TJRO
267 Marcelo Yukio Misaka – TJSP
268 Geilza Fátima Cavalcanti Diniz – TJDFT
269 Fernanda Franklin da Cota Ramos- TRT MA
270 Fabio Tosetto – TRT
271 Mariella Amorim Nunes
272 Fernando Ganem
273 Marcos Alves de Andrade – TJMG
274 Vanessa Christine Enade – TJSP
275 Edlamar Cerqueira – TRT BA
276 Alan Ide – TJTO
277 Ana Claudia Ribas – TRT9
278 Eloina Machado -TRT5
279 Aylzia Fabiana Borges Carrilho- TJPI
280 Sandro Antonio dos Santos – TRT9
281 Elaine Nivea de Oliveira – TJPA
282 Silvania Correa – TJAM
283 Luiz Antonio Carrer – 13 civel
284 Bruno Andrade de Macedo – TJRJ
285 Mariana Bortolon Varejão- TRT15
286 Fernanda Carone Sborgia – JF SP
287 Cristina Escher – TJSP
288 Claudia Wider – TJRJ
289 Maria Izabel Daibert – TJRJ
290 Alexandre Barros – TRTMG
291 Maycon Barcelos – TJMG
292 Ivana David – TJSP
293 Soraya da Rocha Melo – TJSP
294 Patricia Almeida Gomes Bergonse – TJPR
295 Celia Vasconcelos- TJMG
296 Marcelo Marcos Cardoso – TJPR
297 Juliana Koga Guimaraes – TJSP
298 Rodrigo Ramos – TJSP
299 Roberta Sousa Alcantara Dayrell – TJMG
300 Mauro Vasni Paroski – TJPR
301 Fabio Marx Saramago Pinheiro – TJBA
302 Ria Fainberg Rosenthal – TRTSP
303 Luciana Beledeli – TJSP
304 Edir Josias Silveira Beck- TJSC
305 Patricia Bronzetti – TJPR
306 Cleni Serly Rauen Vieira – TJSC
307 Matheus Parducci – TJSP
308 Andre Edhardo Dorster Araujo -TRT2
309 Marize Winkler – JFPR
310 Ana Priscila da Cruz – TJPA
311 Roberto Jordao de Vasconcelos -TJPE
312 Godofredo de Souza Santos – TRT5
313 Lizandra Cericato Villarroel -TJRS
314 Fernanda Yumi Furukawa Hata – TJSP
315 Katia Bizzetto – TRTSP
316 Marcos Jose Sampaio de Freitas Jr – TJRN
317 Arielson Lima – TJPA
318 Gisele Monteiro – TJSP
319 Ernani Marchini – TJPR
320 Ana Lia Beall – TJSP
321 Richard Rodrigues Ambrosio – JFPR
322 Ludimila Lins Grilo – TJSP
323 Maycon Rangel Favareto – TJSC
324 Fabio Cordeiro de Lima – JFSE
325 Paulinne Simoes de Souza – TJMS
326 Paulo Meireles
327 Gabriela Maria de Oliveira Franco – TJGO
328 Rosana Buono – TRTSP
329 Thiago bertuol de Oliveira – TJPR
330 Marcelo Assis Ricci – TJSP
340 Denio Silva The Cardoso – JFSP
341 Mauricio Simoes de Almeida Botelho Silva – TJSP
342 André Araujo Molina – TRT23
343 Gilberto Fuiz de Carvalho Franceschini – TJSP
344 Wagner Robi Gidaro – TJSP
345 Henrique Alves Correa Latarola – TJSP
346 Celso Alves de Rezende – TJSP
347 Herivelto Araujo Godoy – TJSP
348 Ricardo Sevalho Gonçalves – TJSP
349 Venilton Cavalcanti Marreira – TJSP
350 Christian Estadulho – TRTMS
351 Gleydson Ney Silva da Rocha – TRT11
352 Carina Roselino Biagi – TJSP
353 Monica Raposo da Camara do Carmo – TJAM
354 Ronie Carlos Bento de Souza – TRT18
355 Robson Candelorio – TJMS
356 Patricia Cayres Mariotti – TJSP
357 Ellen Franco – TJMS
358 Jose Geraldo P.Silva – TJSC
359 Marina Freire – TJSP
360 Flavia Poyarea Miranda – TJSP
361 Fabio Renato Mazzo – TJSP
362 Ulisses Drewanz Grabner – TJRS
363 Valeria Longobardi – TJSP
364 Placidina Pires – TJGO
365 Gabriel Leao de Oliveira – TJRJ
366 Riva Fainberg
367 Odinei Wilson Draeger – TJRN
368 Fernanda Silva Gonçalves – TJSP
369 Sheila Draxler Pereira de Souza – TJRJ
370 Alex Oivane -TJAC
371 Gabriel Pires de Campos Sormani – TJSP
372 Jolia Lucena da Rocha Melo – TRTRN
373 Luiz Henrique Vianna Silva – TJPR
374 Patricia de Almeida Madeira – TRTSP
375 Aldineia Maria Martins Barros – TJPA
376 Ruy Jander Teixeira da Rocha – TJPB
377 Carolina Arantes Conceição Nunes – TJPR
378 Maria das Graças Boness – TRT5
379 Elessandro Demetrio da Silva – TJPR
380 Rogério de Vidal Cunha – TJPR
381 Marcial Henrique Ferraz da Cruz – TJPB
382 Clara de Faria Queiroz – TJPB
383 Joao da Matta e Silva – TJDFT
384 Carina Roselino Biagi
385 Michel Curi – TJMG
386 Adriana da Silva Ribeiro – TJRS
387 Daniela Falcao Azevedo – TJPB
388 Elias Soares de Oliveira – TRT18
389 Juliana Elian Miguel – TJMG
390 Fabricio Lima Silva – TRT MG
391 Celso Antunes da Silveira Filho – TJAM
392 Monica Arnoni
393 Luiz Gomes da Rocha Neto – TJPE
394 Lucas de Mendonça Largares – TJGO
395 Gisele Monteiro – TJRN
396 Edino Jales de Almeida Junior – TJRN
397 Liviane Kelly Soares Vasconcelos JFDF
398 Eduardo Gomes Philippsen – JFRS
399 Virginia Gaudencio de Novais – GJPB
400 Paula Lordelo – TRT5
401 Anielly Varnier Comercio Menezes Silva – TRT3
402 Luiz Gustavo Vasques – TJRJ
403 Ricardo Menezes Silva – TRT17
404 Ronaldo Guaranha Merighi – TJSP
405 Regina Gomes de Souza – Justica Militar
406 Monica Marques Giordani – TJRS
407 Andrea Furtado Perlmutter Lago -TJMA
408 Andrea Marodin Ferrwira Hofmeister TJRS
409 Ricardo da Mata Reis – TJMG
410 Cleonio Aguiar Andrade – TJSP
411 Margarida de Menezes Leitao – Comarca de Lisboa
412 Deborah Cavalcante de Oliveira Salomao Guarines – TJCE
413 Luiz Fernando Montini – TJPR
414 Camila Rodrigues Borges de Azevedo – TJSP
415 Marcia Cristie I. Vieira Melgaço – TJBA
416 Sirley Abreu Biondi – TJRJ
417 Leony Grivet – TJRJ
418 Fabricio Lima Silva – TRT MG
419 Celso Antunes da Silveira Filho – TJAM
420 Monica Arnoni
421 Luiz Gomes da Rocha Neto – TJPE
422 Lucas de Mendonça Largares – TJGO
423 Gisele Monteiro – TJRN
424 Edino Jales de Almeida Junior – TJRN
425 Eduardo Gomes Philippsen – JFRS
426 Virginia Gaudencio de Novais – GJPB
427 Paula Lordelo – TRT5
428 Anielly Varnier Comercio Menezes Silva – TRT3
429 Luiz Gustavo Vasques – TJRJ
430 Ricardo Menezes Silva – TRT17
431 Ronaldo Guaranha Merighi – TJSP
432 Regina Gomes de Souza – Justica Militar
433 Monica Marques Giordani – TJRS
434 Andrea Furtado Perlmutter Lago -TJMA
435 Andrea Marodin Ferrwira Hofmeister TJRS
436 Ricardo da Mata Reis – TJMG
437 Cleonio Aguiar Andrade – TJSP
438 Margarida de Menezes Leitao – Comarca de Lisboa
439 Deborah Cavalcante de Oliveira Salomao Guarines – TJCE
440 Luiz Fernando Montini – TJPR
441 Camila Rodrigues Borges de Azevedo – TJSP
442 Marcia Cristie I. Vieira Melgaço – TJBA
443 Sirley Abreu Biondi – TJRJ
444 Leony Grivet – TJRJ
445 Nilce Regina Lima TJPR
446 Flávia Cavalcanti TJPB
447 Marcel Vieira TJMS
448 Rosana Leite TRT/SC
449 Marco Roberto TJMG
450 Gisele Monteiro TJSP
451 Hugo B Torquato Ferreira TJAC
452 Luís Santos TRT 14 Região
453 Edna Márcia Lopes Caetano TJMG
454 Patrícia Cayres Mariotti TJSP
455 Ana Lúcia Matos TJBA
456 Paulo Temporal TRT 5 Região
457 Alex Oliveira TJAC
458 Mirian Vaz Chaves TJMG
459 Josselma Lages TJMG
460 Christian Higuchi TJMG
461 Valéria da Silva Rodrigues TJMG
462 Ruy Jander Teixeira da Rocha TJPB
463 Luiz Augusto Esteves de Mello TJSP
464 Fernanda Machado de Moura Leite TJMG
465 Marize Cecília Winkler TJPR
466 João da Matta e Silva TJDFT
467 Henrique Lacerda TJCE
468 Inês Cristina Selbmann TJPB
469 Hamilton Gomes Carneiro TJGO
470 Williamo Ken Aoki JF TRF 1 Região
471 Danila Gonçalves de Almeida JF – BA”

Uma visão coerente de uma Bispo do Ceará


Precisamos cobrar as investigações de todos envolvidos, de todos os partidos, dentro do estado de direito e sem rasgar nossa constituição. 


Segue o vídeo:


domingo, 20 de março de 2016

Para entender um pouco o desespero e parcialidade da mídia. Ps Abril, dona da Veja.



O fracasso da Abril e os negócios da Globo por trás dos ataques à Dilma, por J. Carlos de Assis
seg, 13/10/2014 - 17:22






O Grupo Abril está em processo de quebra. Depois de duas reestruturações, uma no ano passado e outra em meados deste ano, com demissões de centenas de empregados, despeja o fel de seu fracasso empresarial contra o atual Governo, na esperança de que um novo governo, nomeado por ele, lhe venha salvar os negócios. A fonte do ódio é uma só, dele e do Sistema Globo: uma ligeira queda, ou mais propriamente, uma falta de crescimento das verbas publicitárias oficiais canalizadas para os dois grupos.
Na atual reestruturação, o Grupo criou sintomaticamente, entre as quatro novas unidades, a unidade de “Notícias e Negócios”. Isso sim. Para a Abril, notícia é negócio, e negócio é notícia. É manipulando notícia que ela faz negócio. Daí, a necessidade de colocar sob a mesma autoridade executiva os dois segmentos. Não se pode separá-los. Noticia-se o que dá dinheiro, e negocia-se a notícia. O Grupo Abril atingiu a perfeição em sua nova reorganização. Sua estrutura reflete sua ética jornalística, sua peculiar liberdade de imprensa.
Dilma paga um preço alto, na forma de uma conspiração golpista jurídico-midiática capitaneada por Veja e Globo contra sua candidatura, por conta de reduzir, mesmo que ligeiramente, a mamata do dinheiro público que alimenta as receitas milionárias dessas duas mídias responsáveis pelos mais torpes ataques nessa campanha. A reorganização da verba publicitária iniciada no Governo Lula infelizmente não foi muito mais longe com Dilma, mas só a ameaça de isso ser retomado no próximo mandato põe os golpistas em pânico.
Teme-se também um novo marco regulatório da mídia, que espalha o pavor entre os grandes oligopólios da comunicação no Brasil, em especial os televisivos. Na verdade, quando se fala em regulação todos eles tremem nas bases. Afinal, prevalecem de estruturas oligopolistas que transformaram a comunicação no Brasil num campo de manipulação de algumas famílias privilegiadas, usando, no caso do rádio e televisão, meios públicos de difusão estruturados sobre concessões do Estado.
O eventual Governo Aécio, se vier a acontecer, é a salvação dos grupos Abril e Globo. Aécio literalmente comprou a aprovação de seu Governo mediante manipulação por parente próxima de verbas publicitárias do Estado em conluio com grande parte da imprensa mineira, uma das mais corruptas do país. É um peixe gordo que, se cair na rede da Abril e da Globo, alimentará fartamente toda a mídia venal, garantindo, porém, os nacos mais saborosos para as duas instituições que, junto com Estadão e Folha, estão na frente campanha pró-Aécio.

 *Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

sábado, 19 de março de 2016

A nossa grande mídia imparcial.




O casal de Aécio no jornalismo da Globo em Brasília.


Por Paulo Nogueira / DCM   www.dcm.com.br
      
"O Aécio me disse": Andreia Sadi
“O Aécio me disse”: Andreia Sadi


Continuam a chegar a mim mensagens de jornalistas da Globo revoltados com as atitudes indecentes da emissora.
Todos me pedem anonimato, por razões óbvias: a Globo é vingativa e é poderosa.
Recorro mais uma vez, como no outro texto que escrevi sobre o tema, a letras para proteger os dissidentes.
A se refere à própria empresa como Império do Mal.
A está particularmente revoltado com o “Casal do Aécio em Brasília”.
“Isto é jornalismo?”, ele me pergunta.
Não, não é.
O casal a que ele se refere é formado por Andreia Sadi, da GloboNews, e Paulo Celso Pereira, coordenador de política do Globo em Brasília.
“O Paulo Celso é primo do Aécio. Passa tudo que os repórteres levam a ele para o primo. E ele é casado com a Andreia, da GloboNews. O padrinho de casamento dos dois é o Aécio.”
 
Paulo Celso na GloboNews: Aécio forte na Globo

Paulo Celso na GloboNews: Aécio forte na Globo


“É um conflito de interesses repugnante”, diz A. “Ou estou enganado?”
Não, não está. Não se pode chamar de jornalismo isso. Pulitzer, talvez o maior jornalista da história, tinha um princípio sagrado: jornalista não pode ter amigos.
Ter amigos corrompe o jornalista. Ele não vai cobrir um amigo com a devida isenção. Mas a Globo foi muito adiante dos maiores temores de Pulitzer: coloca primos, afilhados para cobrir – sem que os leitores saibam – políticos que deseja proteger, como é o caso de Aécio.
A me sugere que dê uma olhada nas páginas do Twitter de ambos. Faço isso. Parecem um casal apaixonado. Trocam juras. “Amo o Paulo Celso mais que doce de leite”, escreveu ela uma vez. Ele respondeu: “Você é tudo.”
Andreia não faz muito esforço para disfarçar seu vínculo com Aécio. Num tuíte, ela escreveu: “O Aécio me disse que etc etc etc”. Em nome da transparência, talvez ela pudesse dizer o seguinte: “Meu padrinho me disse que etc etc.”
Mas transparência não é um valor na Globo. Roberto Marinho, às escondidas, pedia “favores especiais” – a expressão é dele – para os chefes da ditadura militar em troca do apoio que lhes dava como “mais fiel e constante” amigo dos generais.
A Globo virou o que é graças a tais favores. Foi assim que se ergueu o Império do Mal, como a chama um de seus jornalistas.
Vejo esta semana no Twitter de Andreia. Há muitas notas todos os dias sobre o mundo político. Nenhuma delas, no entanto, diz nada sobre os apuros recentes de Aécio.
No Planeta Andreia, o PA, Aécio não foi denunciado por Delcídio como beneficiário de propinas em Furnas. Aécio também não tem conta secreta em Lichtenstein, segundo o PA. Andreia informa que o protesto pelo impeachment teve 1,4 milhão de pessoas. É o número da PM. Ela não dá a estimativa do Datafolha, um terço menor.
Uma pesquisa no Google mostra que Paulo César comparece também a outros veículos da Globo, como a Globonews.
A me pergunta: “Que que eu faço, Paulo?”
Tough question.
Sou pragmático.
“Respira fundo e procura não vomitar todos os dias. Os sites independentes, que fazem jornalismo verdadeiro, estão crescendo na Era Digital, na qual a Globo é uma carroça em meio a carros. Em breve jornalistas como você poderão ganhar a vida longe do Império do Mal.”


"The Intercept", faz análise política do Brasil e expõe golpe midiático


O Brasil está sendo Engolido pela Corrupção — e por uma Perigosa Subversão da Democracia


 https://theintercept.com/2016/03/18/o-brasil-esta-sendo-engolido-pela-corrupcao-da-classe-dominante-e-por-uma-perigosa-subversao-da-democracia/


Mar. 18 2016, 9:59 p.m.

Photo: Evaristo Sa/AFP/Getty Images
(This is a Portuguese translation of an article published earlier today. For the English version, click here.)

AS MÚLTIPLAS E IMPRESSIONANTES crises que assombram o Brasil agora atraem substancialmente a atenção da mídia internacional. O que é compreensível, já que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo e a oitava economia do mundo. Sua segunda maior cidade, o Rio de Janeiro, é a sede das Olimpíadas deste ano. Porém, boa parte dessa cobertura internacional é repetidora do discurso que vem das fontes midiáticas homogeneizadas, anti-democráticas e mantidas por oligarquias no Brasil e, como tal, essa informação é enviesada, pouco precisa e incompleta, especialmente quando vem daqueles profissionais com pouca familiaridade com o país (mas há vários repórteres internacionais que trabalham no Brasil fazendo um ótimo trabalho).
Seria difícil exagerar quando se afirma a gravidade da situação no Brasil em várias esferas. O trecho a seguir, publicado ontem por Simon Romero, o correspondente do The New York Times no Brasil, evidencia o nível de calamidade da situação:
O Brasil está enfrentando sua pior crise econômica das últimas décadas. Um enorme esquema de corrupção tem prejudicado a empresa pública petrolífera nacional. A epidemia de Zika espalha desespero ao longo da região Nordeste. E, pouco antes de hordas de estrangeiros vierem ao país para as Olimpíadas, o governo luta pela sobrevivência com quase todas as frentes do sistema político sob uma nuvem de escândalo.
A extraordinária crise política brasileira apresenta algumas semelhanças com o caos liderado por Trump nos EUA: um circo sui-generis, fora de controle, gerando instabilidade e libertando forças sombrias, com um resultado positivo quase impossível de se imaginar. A antes remota possibilidade de impeachment da presidenta Dilma Rousseff parece, agora, provável.
Porém, uma diferença significante em relação aos EUA é que a agitação no Brasil não se limita a apenas um político. O contrário é verdade, conforme Romero comenta: “quase todas as frentes do sistema político estão sob uma nuvem de escândalo”. O que inclui não apenas o PT, partido trabalhista de centro-esquerda da presidenta – atravessado por casos sérios de corrupção – mas também a grande maioria dos grupos políticos e econômicos de centro e de direita que agem para destruir o PT e que estão afundando em uma quantidade ao menos igual de criminalidade. Em outras palavras, o PT é, sim, profundamente corrupto e banhado em escândalos, mas, virtualmente, assim também são todos os grupos políticos trabalhando para minar o partido e obter o poder que foi democraticamente entregue a ele.
Quando a mídia internacional fala sobre o Brasil, ela tem focado nos crescentes protestos de rua que pedem o impeachment de Rousseff. Essas fontes midiáticas tipicamente mostram os protestos de forma idealizada, com uma certa adoração: como movimentos de massa inspiradores que se levantam contra um regime corrupto. Ontem, Chuck Todd, da NBC News, retuitou Ian Bremmer (do Eurasia Group) descrevendo os protestos anti-Dilma Rousseff como “O Povo contra A Presidente” – um tema fabricado, condizente com o que é noticiado por grupos mídiáticos brasileiros anti-governo, como a Globo:
Essa narrativa é, no mínimo, uma simplificação radical do que está acontecendo e, mais provavelmente, uma propaganda feita para minar um partido de esquerda há muito mal visto pelas elites políticas dos EUA. A caracterização dos protestos ignora o contexto histórico da política no Brasil e, mais importante, uma série de questões críticas: quem está por trás dos protestos, quão representativos eles são em relação à população brasileira e quais são seus verdadeiros interesses?
A ATUAL VERSÃO da democracia no Brasil é bastante jovem. Em 1964, o governo de esquerda democraticamente eleito foi derrubado por um golpe militar. Oficiais norteamericanos negaram envolvimento tanto publicamente quanto perante o Congresso, mas – nem precisaria ser dito – documentos e registros posteriormente revelados provaram que os EUA apoiaram diretamente o golpe e ajudaram em seu planejamento.
Os 21 anos de ditadura militar de direita pró-EUA que se seguiram foram brutais e tirânicos, especializando-se em técnicas de tortura usadas contra dissidentes políticos que eram ensinadas pelos EUA e pelo Reino Unido. Um relatório da Comissão da Verdade, publicado em 2014, revelou que ambos os países “treinaram interrogadores brasileiros em técnicas de tortura”. Dentre as vítimas, estava Rousseff, então guerrilheira da esquerda democrata, presa e torturada pelo regime militar nos anos 70.
O golpe em si e a ditadura que se seguiu foram apoiados pelas oligarquias regionais e por suas grandes redes midiáticas, lideradas pela Globo, a qual – de forma notável – apresentou o golpe de 1964 como uma nobre derrota de um governo esquerdista corrupto (soa familiar?). Tanto o golpe quanto o regime ditatorial foram apoiados também pela extravagante (e absurdamente branca) elite econômica do país, além de sua pequena classe média. Como opositores da democracia geralmente fazem, as classes altas viam a ditadura como uma proteção contra as massas de população pobre, composta majoritariamente por pessoas negras e pardas. Conforme o jornal The Guardian publicou sobre informações da Comissão da Verdade: “Assim como em toda a América Latina dos anos 60 e 70, a elite e a classe média se alinharam com o regime militar para afastar o que elas viam como uma ameaça comunista”.

Essas divisões severas de classe e raça no Brasil continuam como dinâmica dominante. Segundo a BBC, em 2014, baseada em vários estudos: “o Brasil apresenta um dos maiores níveis de desigualdade de renda do mundo”. O editor-chefe do Americas Quarterly, Brian Winter, em reportagem sobre os protestos, escreveu nessa semana: “O abismo entre ricos e pobres continua sendo o fato central da vida no Brasil – e nesses protestos, isso não é diferente”. Se você quiser entender qualquer coisa sobre a atual crise política no Brasil, é crucial entender também o que Winter quer dizer com essa afirmação.
O PARTIDO DE DILMA, PT, foi fundado em 1980 como um partido socialista de esquerda clássica. A fim de melhorar seu apelo nacional, o partido moderou seus dogmas socialistas e se tornou, gradualmente, mais próximo dos chamados social-democratas da Europa. Agora, existem partidos populares à sua esquerda. De fato, Dilma, por vontade própria ou não, defendeu medidas de austeridade para resolver problemas econômicos e passar confiança aos mercados estrangeiros, e justamente nessa semana assinou uma draconiana lei “anti-terrorismo”. Ainda assim, o PT se mantém na centro-esquerda do espectro político brasileiro, e seus apoiadores são, surpreendentemente, as minorias raciais e classes pobres. Enquanto no poder, o partido promoveu reformas sociais e econômicas que levaram benefícios governamentais e oportunidades para tirar milhões de brasileiros da pobreza.
O Partido dos Trabalhadores está na presidência há 14 anos: desde 2002. Sua popularidade foi um subproduto do antecessor carismático de Dilma, Luis Inácio Lula da Silva (universalmente conhecido como “Lula”). A ascensão de Lula à presidência foi um símbolo poderoso da luta da classe pobre no Brasil durante a democracia: um trabalhador e líder sindical, de uma família pobre, que deixou a escola na segunda série e não sabia ler até os 10 anos, preso pela ditadura por atividade na luta sindical. O ex-presidente foi, e ainda é, motivo de riso para elites brasileiras por meio de um tom classista no discurso sobre seu jargão trabalhista e sua forma de falar.
Brazil's Workers Party presidential candidate Dilma Rousseff, left, reacts as Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva speaks to supporters during a campaign rally in Goiania, Brazil, Tuesday, Oct. 19, 2010. Rousseff will face Jose Serra, presidential candidate of the Brazilian Social Democratic Party, PSDB, in an election runoff Oct. 31. (AP Photo/Eraldo  Peres)

Lula and Dilma campaign together in 2010 election (Photo: Eraldo Peres/AP) ASSOCIATED PRESS

Depois de três tentativas infrutíferas de chegar à presidência, Lula provou ser uma força política imbatível. Eleito em 2002 e reeleito em 2006, ele deixou o cargo com taxas de aprovação tão altas que foi capaz de garantir a eleição de Dilma, sua sucessora, antes desconhecida pela população, e que foi reeleita em 2014. Há muito tempo se cogita que Lula – um político que se opõe publicamente a medidas de austeridade – pretende concorrer novamente para a presidência em 2018, depois de completo o segundo mandato de Dilma. Forças anti-PT se sentem petrificadas com a ideia de que Lula vença novamente.

Embora a classe oligárquica da nação tenha usado o PSDB, partido de centro-direita, de forma bem sucedida como um contrapeso, o partido foi impotente para derrotar o PT em quatro eleições presidenciais consecutivas. O voto é obrigatório, e os cidadãos de baixa renda garantiram as vitórias do PT.
A corrupção entre a classe política Brasileira – incluindo o alto escalão do PT – é real e substancial. Mas os plutocratas brasileiros, a mídia, e as classes altas e médias estão explorando essa corrupção para atingir o que eles não conseguiram por anos de forma democrática: remover o PT do poder.
Ao contrário da descrição romantizada e mal informada (para dizer o mínimo) de Chuck Todd e Ian Bremmer de protestos sendo levantados “pelo Povo”, estes são, na verdade, incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa, e compostos por (não exclusivamente, mas majoritariamente) pela parte mais rica e branca dos cidadãos, que por muito tempo guardaram rancor contra o PT e contra qualquer programa social que combate a pobreza.
A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição. Os perfis no Twitter de alguns dos repórteres mais influentes (e ricos) da Rede Globo contém incessantes agitações anti-PT. Quando uma gravação de escuta telefônica de uma conversa entre Dilma e Lula vazou essa semana, o programa jornalístico mais influente da Globo, o Jornal Nacional, fez seus âncoras relerem teatralmente o diálogo, de forma tão melodramática e em tom de fofoca, que se parecia literalmente com uma novela, muito distante de um jornal, e foram ridicularizados nas redes por isso. Durante meses, as quatro principais revistas jornalísticas do Brasil dedicaram capa após acapa a ataques inflamados contra Dilma e Lula, geralmente mostrando fotos dramáticas de um ou de outro, sempre com uma narrativa impactantemente unificada.
Para se ter uma noção do quão central é o papel da grande mídia na incitação dos protestos: considere o papel da Fox News na promoção dos protestos do Tea Party. Agora, imagine o que esses protestos seriam se não fosse apenas a Fox, mas também a ABC, NBC, CBS, a revista Time, o New York Times e o Huffington Post, todos apoiando o movimento do Tea Party. Isso é o que está acontecendo no Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, virtualmente todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos.
Resumindo, os interesses mercadológicos representados por esses veículos midiáticos são quase que totalmente pró-impeachment e estão ligados à história da ditadura militar. Segundo afirma Stephanie Nolen, correspondente no Rio para o canadense Globe and Mail: “Está claro que a maior parte das instituições do país estão alinhadas contra a presidente”.
De forma simples, essa é uma campanha para subverter as conquistas democráticas brasileiras por grupos que por muito tempo odiaram os resultados de eleições democráticas, marchando de forma enganadora sob uma bandeira anti-corrupção: bastante similar ao golpe de 1964. De fato, muitos na direita do Brasil anseiam por uma restauração da ditadura, e grupos nesses protestos “anti-corrupção” pediram abertamente pelo fim da democracia.
Nada aqui é uma defesa do PT. Tanto por causa da corrupção generalizada quanto pelas dificuldades econômicas, Dilma e PT estão intensamente impopulares entre todas as classes e grupos, inclusive entre a base trabalhadora do partido. Mas os protestos de rua – inegavelmente grandes e inflamados – são direcionados por aqueles que tradicionalmente apresentam hostilidade contra o PT. O número de pessoas participando desses protestos – enquanto milhões – é muito pequeno em relação aos votos que reelegeram Dilma (54 milhões). Em uma democracia, governos são eleitos pelo voto, não por demonstrações de oposição na rua – particularmente quando os manifestantes vem de um segmento social relativamente limitado.
Como Winter informou: “No ultimo domingo, quando mais de um milhão de pessoas foram às ruas, pesquisas de opinião indicaram que mais uma vez a multidão era significantemente mais rica, mais branca e com maior educação formal do que a média dos brasileiros”. Nolen afirmou algo similar: “A meia-dúzia de grandes demonstrações de movimentos anti-corrupção no passado foram dominadas por manifestantes brancos e de classes altas, que tendem a apoiar a oposição representada pelo PSDB e a ter pouca apreciação pelo partido trabalhista de Rousseff”.
 No último final de semana, quando uma grande massa de protestos anti-Dilma tomou diversas cidades brasileiras, uma fotografia de uma família se tornou viral, um símbolo do que esses protestos realmente são. Mostrava um casal branco e rico vestidos com adereços anti-Dilma que caminhava com seu cachorro de raça, acompanhados pela babá negra – vestindo o uniforme branco que muitas famílias brasileiras ricas exigem que suas empregadas domésticas usem – empurrando um carrinho de bebê com os dois filhos do casal.

Como Nolen apontou, essa foto se tornou uma verdadeira síntese, da essência altamente ideológica desses protestos: “Brasileiros, que são hábeis e rápidos com memes, repostaram a foto com centenas de legendas sarcásticas, como ‘Apressa o passo aí, Maria, nós temos que ir ao protesto contra o governo que nos fez pagar um salário mínimo para você’”.
ACREDITAR QUE AS FIGURAS políticas agindo para o impeachment de Dilma estão sendo motivadas por uma autêntica cruzada anti-corrupção requer extrema ingenuidade ou ignorância. Para começar, as partes que seriam favorecidas pelo impeachment da Dilma estão pelo menos tão envolvidas quanto ela por escândalos de corrupção. Na maioria dos casos, até mais.
Cinco dos membros da comissão de impeachment estão sendo também investigados por estarem envolvidos no escândalo político. Isso inclui Paulo Maluf, que enfrenta um mandato de prisão da Interpol e não pode sair do país há anos; ele foi sentenciado na França três anos atrás por lavagem de dinheiro. Dos 65 membros do comitê de impeachment do congresso, 36 atualmente enfrentam processos judiciais.
No congresso, o líder do movimento pelo impeachment, o extremista evangélico Eduardo Cunha, foi apontado como dono de múltiplas contas secretas em bancos na Suíça, onde ele guardava milhões de dólares que os promotores acreditam ser dinheiro recebido como suborno. Ele também é alvo de múltiplas investigações criminais em andamento.
Enquanto isso, o senador Aécio Neves, o líder da oposição brasileira que foi derrotado por muito pouco na eleição contra Dilma em 2014, teve pelo menos 5 denúncias diferentes de envolvimento com escândalos de corrupção. Uma das mais recentes testemunhas favoritas dos promotores acusou-o de aceitar suborno. Essa testemunha também implicou que o vice-presidente do país, Michel Temer (PMDB), iria substituir Dilma caso ela fosse cassada.
E ainda tem o recente comportamento do juiz que está liderando a investigação de corrupção e tornou-se um herói popular por sua atuação agressiva durante as investigações de algumas das maiores e mais poderosas figuras políticas do país. O juiz, Sérgio Moro, essa semana efetivamente divulgou para a mídia uma conversa gravada, extremamente vaga, entre Dilma e Lula, o que a Globo e outras forças anti-PT imediatamente retrataram como criminosas. Moro divulgou a gravação da conversa apenas algumas horas depois de ter sido feita.


Mas a conversa gravada foi liberada pelo juíz Moro sem nenhum processo e, pior, com claras intenções políticas, não judiciais: ele estava furioso, uma vez que sua investigação sobre Lula seria finalizada pela nomeação dele ao gabinete de ministro feita por Dilma (ministros só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal). O vazamento planejava humilhar Dilma e Lula e dar vazão para protestos nas ruas, e, no entanto, acabou recebendo críticas, inclusive de seus próprios fãs, de que estava abusando de seu poder e tornando-se uma figura política. Pior, a gravação em si parece ter sido ilegalmente obtida porque foi feita depois que o mandado que autorizada as escutas, expedido por Moro, expirou. O presidente da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB/RJ), Felipe Santa Cruz, chamou a ação de Moro de “um nauseante constrangimento”.
Tudo isso deixa claro o alerta e o perigo de que a investigação criminal e o processo de impeachment podem não ser exercícios legais para punir líderes criminosos, mas mais uma arma anti-democrática usada por adversários políticos para remover uma presidenta democraticamente eleita. Esse perigo ficou nitidamente em destaque ontem, quando foi revelado que um juiz que emitiu uma ordem de bloqueio a nomeação de Lula ao gabinete feita pela Dilma tinha postado mais cedo no seu Facebook inúmeras selfies dele marchando num protesto contra o governo no final de semana. Como Winter escreveu, “Convencer o público de que o judiciário brasileiro está ‘em guerra’ com o Partido dos Trabalhadores é uma tarefa mais fácil agora do que duas semanas atrás”.
Não há dúvida de que o PT é repleto de corrupção. Existem sérios indícios envolvendo o Lula que merecem ser investigados de maneira imparcial e justa. E o impeachment é um processo legítimo em uma democracia quando provado que o suspeito é culpado de vários crimes e a lei deve ser seguida claramente quando o impeachment é efetuado.
Mas o retrato emergindo no Brasil em volta do impeachment e os protestos nas ruas são bem mais complicadas, e muito mais ambíguas, do que vem sendo dito. O esforço para remover Dilma e seu partido do poder lembram mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção. E pior, foi armado, projetado e alimentado por várias forças que estão enfiadas até o pescoço em escândalos políticos, e que representam os interesses dos mais ricos e mais poderosos segmentos sociais e sua frustração pela falta de habilidade em derrotar o PT democraticamente.
Em outras palavras, tudo isso parece historicamente familiar, particularmente para a América Latina, onde governos de esquerda democraticamente eleitos tem sido repetidamente removidos do poder por meios não legais ou democráticos. De muitas maneiras, o PT e Dilma não são vítimas que despertam simpatia. Grandes segmentos da população estão genuinamente irritados com ambos por várias razões legítimas. Mas os pecados deles não justificam os pecados dos seus antigos inimigos políticos, e certamente não tornam a subversão da democracia brasileira algo a ser celebrado.

Colaborou: Cecília Olliveira

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Porque gado a gente marca, Tange, ferra, engorda e mata, Mas com gente é diferente !!!

      Jair Rodrigues vai deixar saudades e constatamos que  pouco a pouco vamos perdendo uma grande geração de artistas. Vale a pena conferir uma das músicas que marcaram a carreira de Jair Rodrigues,  "Disparada" de Geraldo Vandré: